GRUPO DE INTERESSE EM LOGÍSTICA DE OBTENÇÃO

    Criado em janeiro de 2004, o GRUPO DE INTERESSE EM ENGENHARIA DE SISTEMAS/LOGÍSTICA DE OBTENÇÃO, mais conhecido como GI em Logística de Obtenção,  vai chegando ao seu primeiro aniversário, com algumas conquistas a comemorar.

     A origem de sua criação teve como ponto de partida a observação de pontos fracos na condução da função logística manutenção, no âmbito naval, acarretando problemas que vêm se repetindo sistematicamente.Um estudo superficial das razões das falhas encontradas levou a crer que os diferentes processos logísticos não vinham (como ainda não vêm) sendo aplicados adequadamente, o que indicou a necessidade de um estudo mais profundo da LOGÍSTICA, agora com vistas ao seu emprego na obtenção de sistemas de defesa complexos, pois entendemos que a origem de todos os problemas se dava na fase de OBTENÇÃO da LOGÍSTICA.   

    O aprofundamento desses estudos levou-nos a constatar a necessidade de abordagem científica dos conhecimentos necessários para o aprimoramento dos processos logísticos navais e, conseqüentemente, da necessidade de introdução de novas disciplinas no conhecimento dos oficiais de marinha de todos os corpos.

    Constatou-se, outrossim, que embora alguns quadros de oficiais dominassem (limitadamente) os conhecimentos necessários para gerenciar a parte técnica do problema identificado, a gerência de todo o processo de obtenção, principalmente em seus aspectos logísticos (não é disciplina de uso corrente nos diversos cursos de marinha) era alvo de distorções, geradas pelos mais altos escalões responsáveis pela condução dos negócios navais, tanto quanto ao aperfeiçoamento organizacional, quanto ao estrutural, com reflexos no planejamento e na execução da gerência global do material da MB.

    Pelo exposto, não acreditamos que tudo se , exclusivamente, por falta de recursos financeiros. Seguramente algo será decorrência de falhas no planejamento, deficiências da estrutura organizacional  e dos processos praticados ou de falhas pessoais. Neste último caso, demonstrou relevância a falta de conhecimento de algumas disciplinas básicas pelos oficiais do Corpo da Armada, que, ao chegarem aos postos de alto mando, não praticam a visão estratégica necessária ao aprimoramento das funções logísticas sob suas responsabilidades.

    Segundo a compreensão de que as FFAA, em particular a MB, por nos interessar mais de perto, precisam evoluir tanto em hardware quanto em software, e se adaptarem à realidade preconizada, foi criado o GRUPO DE INTERESSE EM LOGÍSTICA DE OBTENÇÃO,  no Clube Naval, reunindo oficiais interessados no tema.

    A finalidade do GI é a de servir como pólo irradiador de idéias sobre o processo de obtenção de sistemas de defesa, englobando todo e qualquer material de uso nas FFAA, que se caracterizem como sistemas complexos. Tendo em vista a preponderância de oficiais de marinha, a ênfase colocada desde o início do seu funcionamento foi sobre os sistemas navais.

    Fazendo o papel de observador da MB a partir do meio ambiente, e procurando evitar a polarização na determinação de alternativas de solução pela cultura institucional vigente, que privilegia o combate à maus resultados em detrimento da abordagem de aprimoramento dos processos, os componentes do GI vêm estudando os temas pertinentes e, quando possível, publicando artigos sobre seus aspectos de interesse.       

    As primeiras idéias, da inteira responsabilidade do idealizador do GI, e que deram origem a sua formação, foram colocadas no artigo intitulado  "Meu último projeto", o qual, além de encaminhado ao Chefe do Estado Maior da Armada, na ocasião, foi publicado no site da Internet (Página do Ruy Capetti) a seguir indicado: (http://paginas.terra.com.br/relacionamento/submarinosdobr/Exemplar10.htm)

    O GI em LOGÍSTICA DE OBTENÇÃO conta hoje, com cerca de 15 membros, sendo que têm ação presencial nas reuniões no auditório do Clube Naval (realizadas em segundas-feiras intercaladas, das 1700-1900 horas), em média cinco oficiais. 

    Conta, também, com um grupo de discussão no Yahoo!GRUPOS  - com o título logistica_obtencao (assim mesmo, sem acentos e cedilha) e cujos endereços são:

Endereços de e-mail do grupo


"ATA PRIMEIRA - MEMÓRIA DA REUNIÃO DE INSTALAÇÃO DO GI DE ENGENHARIA DE SISTEMAS LOGÍSTICA DE OBTENÇÃO, aos 24 de janeiro de 2005, 16:30 hrs, no auditório do Clube Naval. 

            Aberta a reunião pelo VAlte. Ruy Capetti, foi por este feita breve exposição dos pontos de interesse e justificativas para criação de um mecanismo de discussão sobre Engenharia de Sistemas x Logística de Obtenção (condensado no arquivo que foi enviado a todos GI_CONDENSADO.doc), sendo enfatizado que a razão principal é a criação de um pólo de irradiação de idéias e discussões sobre o assunto, principalmente por não haver instituições, na atualidade, civis ou militares, que abordem os aspectos específicos do problema; e a falta de literatura nacional sobre o assunto.

            Foram enfatizados os seguintes pontos:

1. O GI desenvolveria suas idéias, sem a pretensão de que fossem adotadas por qualquer instituição civil ou militar, mas se fossem úteis e aproveitadas, o Grupo teria alcançado seu objetivo.

2. Criado um Grupo de Interesse, se assim fosse decidido, este não teria nenhum compromisso em resolver problemas passados ou correntes, particulares de cada instituição militar, no campo da logística das Forças Armadas.

3. A finalidade do Grupo seria a instituição de um lazer responsável e produtivo, do qual pudessem decorrer produtos de interesse para o conhecimento da Logística aplicada ao Setor de Defesa.

4. Foi apresentada uma pauta dos possíveis trabalhos que podem estar contidos no escopo dos trabalhos do Grupo.

            Ao final da exposição inicial, dada a palavra aos presentes, iniciou-se pelo VAlte. Mendes, que expôs a necessidade de se trocar idéias relativas às experiências individuais, vividas ao longo da carreira, pela exposição de casos concretos, sobre o tema proposto, de modo a identificar as comuns. Sugeriu que as primeiras reuniões se destinem inicialmente a uma ordenada troca inicial de informações e relato de experiências. Concordou com a formação do mecanismo de Grupo de Interesse, em princípio, para tratar do problema proposto.

            O VAlte. Elcio manifestou, a seguir, suas impressões e idéias, frisando que nossas cinco ou seis primeiras reuniões serão vitais para o sucesso do grupo. Por isso mesmo, sugeriu que elas se destinem inicialmente a uma ordenada troca inicial de informações e relato de experiências. A seguir, talvez convenha iniciar uma fase de reconhecimento do estado da arte na MB, isto é, uma verificação da organização, dos métodos e dos procedimentos atuais na MB, provavelmente convidando colegas da ativa ou que prestem serviços à ativa. Concomitantemente, poderiam ser estudados e discutidos textos importantes e atuais, para melhorar nossa base. A partir daí, então, definiríamos um programa geral para os seis meses seguintes.

    Acrescentou o VAlte. Elcio que devemos reconhecer que nosso tempo é limitado. Por isso, não devemos estabelecer metas muito ambiciosas que não possam ser cumpridas. Se isso ocorrer, nosso próprio entusiasmo poderá arrefecer.

    Declarou que, embora tudo deva passar-se tão informalmente quanto possível, convém que lentamente sejam estabelecidos certos procedimentos para tornar as reuniões cada vez mais eficazes. Sugeriu ser indispensável ter giz e quadro negro (ou seus equivalentes modernos) e que para cada reunião seja elaborada uma ata simplificada.

    Enfatizou não achar conveniente classificarmo-nos como um "Grupo de Interesse", porque os atuais Grupos de Interesse têm caráter mais diletante do que profissional. Crê que o foco do nosso grupo deva ser essencialmente técnico-profissional. No entanto, reconheceu que devemos começar como GI e depois mudar, se possível.

            O CAlte. Alvarez manifestou sua concordância com as opiniões até então expressas e foi favorável à criação do mecanismo Grupo de Interesse, pelo menos para dar partida no desenvolvimento do problema.

            O Comte Vilain apresentou suas idéias, resumindo sua compreensão da necessidade do desenvolvimento de tal assunto, principalmente no que diz respeito ao desenvolvimento dos conceitos do Apoio Logístico Integrado, ALI,como processo formal a ser adotado na Marinha. Relatou a série de iniciativas que vem tomando na gerência do assunto onde trabalha, na DGMM; descreveu sucintamente alguns trabalhos produzidos, entre eles a tradução do HDKK do ILS, de autoria do Jones, e promoveu a distribuição de cópias em CD, deste material, para conhecimento do Grupo. Participou que, por sua iniciativa, foi encaminhada, via canais competentes, ao CGM, proposta de inclusão nas ORCOM, de desenvolvimento mais aprofundado do ALI na MB.

            Concordou com a criação do Grupo de Interesse, como ferramenta inicial de abordagem do problema.

            O Comte Cheriff expressou-se dizendo que considera ser viável e interessante a criação do grupo de Grupo de Interesse, uma vez que existem poucas organizações que pesquisem de forma integral os aspectos relacionados com a Logística. Na realidade, ocorre uma indesejável fragmentação, principalmente na formação de pessoal, relegando a um segundo plano algumas Funções Logísticas importantes como, por exemplo, a Função Logística Manutenção.

            Acrescentou, quanto à Fixação de Metas para o GI – que as metas apresentadas causam-lhe preocupação pela sua abrangência e magnitude.        

[Foi lembrado que elas tinham sido apresentadas, inicialmente, apenas como sugestão, devendo a pauta de trabalho ser mais elaborada em reuniões futuras, uma vez decidido qual mecanismo de irradiação seria adotado]          

            O Comte Taveira, em sua exposição, concordou com a criação do Grupo de Interesse, como ferramenta inicial de abordagem do problema e desde , se prontificou a montar um grupo de discussão pela Internet, para permitir o inter-relacionamento dos componentes do grupo com maior agilidade.

            Descreveu algumas dificuldades em tratar do ALI no serviço corrente, em face de carências da estrutura e de procedimentos segundo a modernidade, para desenvolvimento do assunto.

            O Comte Cintra expôs sua concordância sobre os pontos de vista até então expostos e com a criação do Grupo de Interesse, como ferramenta inicial de abordagem do problema.

            O Comte Garcia expôs sua concordância sobre os pontos de vista até então expostos e com a criação do Grupo de Interesse, como ferramenta inicial de abordagem do problema. Esclareceu sobre diversas atividades desenvolvidas no CIAW, do qual é instrutor do assunto Manutenção, visando a disseminar conhecimentos sobre o assunto.

            Ficou acordado, finalmente, que a próxima reunião será dia 7/mar mesmo local, às 1700hrs (este compromisso será lançado na agenda do grupo de discussão a ser criado, na Internet), para apresentação de casos. Como o período será curto, creio que teremos que pensar em limitar o tempo alocado para cada um, ou ampliar mais reuniões desse tipo

RUY CAPETTI - COORDENADOR"

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